domingo, 23 de março de 2014

Pedaços que se vão.

Aí acontece um daqueles momentos que as lágrimas vem aos olhos, o coração fica apertado e a gente sente a coisa toda dando errado e escorrendo entre os dedos.
De fato a vida não é fácil em muitos e muitos momentos. As vezes os planos simplesmente não dão certo,  e vc se vê numa espécie de ponto zero novamente... lá vamos nós mudar os planos, a direção e a forma de viajar. Mas até reconhecermos isso, dói um pedaço.
O pedaço que se perdeu, ou vai se perder... quem não houve e nem vai haver.
Enfim... pelo menos quando falo "vida", vibra em mim a amplitude dela. Vibra em mim, quando fecho os olhos e esqueço o lado de fora, a busca pela serenidade no enfrentamento do momento, e eu sinto devagar a paciência me consolar.
Vou encontrando outro prisma.
Nada é por acaso.
A fé me sustenta e me faz olhar além de mim.
Não vai ser fácil. Mas eu sei que vou aprender algo com isso, no mínimo.
E meu coração sabe que eu tenho que ser é agradecida por tudo, porque sou abençoada. Sim, eu sou. :)
E no fim,  eu sei, tudo se explica.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Arregaçando as mangas.

“Ser, é ser percebido. E assim, para conhecer a si mesmo só é possível através dos olhos do outro. A natureza de nossas vidas imortais, está nas consequências de nossas palavras e ações, que vão, e estão se esforçando à todo instante..As vidas não são nossas. Desde o útero até ao túmulo, somos ligados a outra pessoa. No passado e no presente. E com cada crime, e cada boa ação, fazemos renascer o futuro.”

― Cloud Atlas 


Num mundo cedo e cheio de hipocrisia, arregaçar as mangas e agir se torna mais pesado do que qualquer coisa. Mas é preciso fazer acontecer pra se mudar essa realidade fajuta e vazia.

Que em 2014, arregacemos as mangas e ajamos.
Mudanças. De espírito. ;)

Happy New Year.




sábado, 21 de dezembro de 2013

Num Suspiro.

"- Quem és? Perguntei ao desejo. Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada."  
Hilda Hist

Gosto, cheiro, desejo,
Querer, pele, animalidade.

Tudo que quero tá num beijo
Tornar esse suspiro realidade
Sonhando ir além do ensejo
Entrar no teu mundo de verdade

Saber o que há por trás do gracejo
Matar de jeito minha curiosidade
Transpor o que só eu vejo
Trazer tua alma pra claridade 

É meu anseio que desprotejo 
Ou o que descubro é afinidade? 
Tenho medo do que te entrevejo
Do que nasce da necessidade.

(Ísis Delmiro)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Borrão

E há momentos em que a ordem na verdade e caos.
Há uma revolução, uma transformação... uma vontade sem nome... por dentro do peito dela.
Há o amor, existem os sonhos, os medos, as dúvidas...
Há a insatisfação, a vontade,  a busca por entendimento,  a busca pela direção...
Onde eu me encontro? O que quero? Onde mora a plenitude?
Tudo como um borrão.  Indefinido.
So se vê as cores desse tudo.
...
Respirou fundo. Era nauseante demais... cansativo e difícil. Mas ela quer ser... e viver.
(Isis, hoje. )

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Só o que quero escrever.

" Contanto que você escreva o que quer escrever, é só isso que importa; e se isso importa por eras ou apenas por horas ninguém pode dizer. Mas sacrificar um cabelo da cabeça da sua visão, um tom de sua cor, em respeito a algum Diretor com um vaso de prata em suas mãos ou a algum Professor com uma fita de medir escondida na manga, é a traição mais desprezível, e o sacrifício da riqueza e da virtude que costumavam ser considerados como o maior dos desastres humanos, uma mera picada de formiga em comparação."
(Virginia Woolf)

Ensaio: Um teto todo seu, tradução de Brenda Nepomuceno

Do blog Livro e Café.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vitórias..

"Todas as vitórias ocultam uma abdicação." (Simone de Beauvoir)

domingo, 29 de setembro de 2013

Vc é meu sol...


"Tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Você é meu sol
Um metro e sessenta e cinco de sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim
Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver
Como eu sou um girassol
Você é meu sol
Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão
Morro de amor e vivo por aí
Nenhum santo tem pena de mim
Sou agora um frágil cristal
Um pobre diabo
Que não sabe esquecer
Que não sabe esquecer
Como eu sou um girassol
Você é meu sol"

(Composição: Edgard Scandurra, "O Girassol", Ira!)