domingo, 9 de novembro de 2014

Fiel a quem eu sou... Quebrando amarras...

Há momentos na vida em que é iminente a necessidade de se quebrar certas travas, certos muros, portas fechadas,  dentro de nós. 
A vida vai passando e vamos acumulando experiências boas e ruins, é estas últimas, tendenciosamente, vamos colocando na obscuridade, atrás de portas trancadas e afins... 
E um dia, sai tantas portas que vc tenta não vê - las, procura outras, até que é inevitável destrancar tudo é deixar o que tiver de sair, sair, pra luz entrar.
Essa luta, é interna, é só no pensamento...  Mas esse pensamento que produz a atitude, a ação, quem sou eu.
Mágoas, decepções com pessoas ou com atitudes errôneas de nós mesmos, medos, travamento de nós mesmos diante de julgamentos alheios...  São tantos entraves...
E a consciência gruta por liberdade, por força de vontade pra correr em busca do que parece bem mais certo.

Não, não é nada fácil essa coisa de vida.

São ingratidões, são dedos apontadores de defeitos, são cobradores de ações, são  juízes em sua altivez distante...

E o título de bobagem, de fraqueza , de idiotice...

A superação de tudo isso na serenidade é  algo como atingir o nirvana.

Quem eu sou, é o que penso e faço. Preciso ser fiel a isso.

domingo, 14 de setembro de 2014

Azul.

Azul.  Como o céu claro; feliz, vivo, divino, amável, o mais belo que existe. 

Azul.  Como a noite escura, de suas estrelas puras, do proibido e do triste. 

Azul. Vivendo cada nuance, do claro ao escuro, passeando em degradê. 

Azul. É o cenário da minha vida,  a cor da minha alma, do ar, do meu ser. 

Azul. Do tamanho do universo, brilhante que nem sol, perdido como o mar. 

Azul. Para sentir que existo, para respirar de novo, para a plenitude de amar. 


terça-feira, 10 de junho de 2014

Quem?

Não sei quem és. Já não te vejo bem... 
E ouço-me dizer (ai, tanta vez!...) 
Sonho que um outro sonho me desfez? 
Fantasma de que amor? Sombra de quem? 

Névoa? Quimera? Fumo? Donde vem?... 
- Não sei se tu, amor, assim me vês!... 
Nossos olhos não são nossos, talvez... 
Assim, tu não és tu! Não és ninguém!... 

És tudo e não és nada... És a desgraça... 
És quem nem sequer vejo; és um que passa... 
És sorriso de Deus que não mereço... 

És aquele que vive e que morreu... 
És aquele que é quase um outro eu... 
És aquele que nem sequer conheço... 

(Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas") <3

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fraqueza que dá ao ter que ser forte pra tudo.

"E tinha dias que tudo ficava sem cor e coragem. A negatividade no ar sugava toda força e ânimo existentes. Até as ideias felizes que surgiam, logo eram impregnadas de dificuldades e nada saia do lugar.
Ser forte diante de certas pessoas e suas atitudes nem sempre se fazia fácil. Tem dias em que a dose de força vem alta o suficiente pra barrar essas nuvens cinzas. Mas também existem os dias em que a vontade é somente de se enfiar embaixo de um edredom, fechar os olhos e esperar a vinda de um sonho bom.
Enfrentar as dificuldades de todo dia com o peito aberto, e ainda ter pique para as outras que surgem no caminho, isso sem um colo pra fazer de ninho, sem um posto de gasolina pra abastecer o coração e a alma. Sozinha.
Eu e Deus. Deus e eu.

(...)

É a vida. No silêncio de dentro dela, nas batalhas veladas, na tristeza que se forma no peito, e na fraqueza que dá ao ter que ser forte pra tudo."




sexta-feira, 30 de maio de 2014

Vontades e Sonhos.

Vontades
Sonhos...

Eu sei que tudo parte de mim.
O primeiro passo deve ser dado, e os próximos também só dependem de mim.
Desligar-se do mundo e escutar-se vai me mostrando muito mais do que eu queria ver.
Fiz as escolhas certas? Meu caminho tá indo prum lugar legal?
Eu não sei. Só sei que tem momentos em que tudo é questionado e duvidado.
E na maioria deles eu me sinto errada.
Fraca, burra, cansada, injustiçada, dolorida.

Há sinais sendo revelados em minha frente. Eu só estou apertando os olhos para enxergá-los.
Há a necessidade de mudança. Mas nem sempre as coisas mudam do dia pra noite. Muitas vezes a mudança começa num simples gesto diferente... e daí mudam-se pensamentos, atitudes, hábitos.

Quero realizar alguns sonhos e vontades aqui dentro. Mas nada é tão simples. Eu tenho que vencer a mim mesma em minha inércia... esta que é alimentada pela descrença em tudo que me bate a cada decepção, a cada mágoa... eu ainda sou tão fraca por dentro que me irrita.

Se EU não der o primeiro passo e perseverar, eu vou continuar insatisfeita para sempre.
Eu preciso mesmo apertar os olhos pra enxergar os sinais de minha direção. Meu espírito urge por algo indefinido e eu ainda não sei ao certo pra que lado ir.

Deus queira que eu consiga ver isso e siga meu caminho. Tô cansada de me sentir perdida. De apenas e existir e não viver.

Que eu enxergue o caminho.



terça-feira, 15 de abril de 2014

Pare de se sabotar – escolha a sua vida.



Texto daqui.


Acho que comecei a aprender sobre as dores e as delícias de arriscar na vida quando, na segunda série, escrevi uma carta de amor e entreguei para o coleguinha de sala. Eu não sabia o que era amor platônico e, mesmo que soubesse, jamais toparia viver uma história assim. Você amando de cá, e a pessoa sem saber que você ama do lado de lá. Algo um tanto impensável para alguém que ainda acreditava. Acreditava, sabe? Sem entraves, sem ressalvas, sem porém. Eu simplesmente acreditava em mim e nas possibilidades de ser feliz sem garantias e certezas. Porque eu não esperava garantias e certezas de nada, eu só queria tentar.

Então era simples: na minha carta, escrita à canetinha rosa fluorescente, com desenhos de coração, não existia isso de morrer de medo de parecer ridículo só porque tentou. Ok. O menino riu da minha cara. Não foi gentil, não foi educado, não foi amoroso e nem se sentiu tocado por nenhuma palavrinha escrita com tanto amor. Na hora doeu. Doeu bastante. E eu jurei que nunca mais passaria por aquilo de novo. Rá, rá. Agora sou eu rindo de mim mesma.

Daquela carta de amor às crueldades da vida como ela é, ficou uma importante lição: o que não falta no mundo é gente que vive dizendo que tem um sonho, mas que nunca, nunquinha, fez o mínimo esforço para que um dia ele pudesse se tornar real. Seja por medo do que vão falar, seja por medo das inevitáveis frustrações, as pessoas simplesmente não arriscam, não tentam, não fazem absolutamente nada para sair do lugar-comum e fazer a coisa acontecer. É muito mais fácil permanecer confortável no mundo do sonho do que arregaçar as mangas e partir para a luta no mundo real. Porque sonhar não custa nada, afinal. Nem exige qualquer esforço da nossa parte.

Eu procrastino, tu procrastinas, ele procrastina... E o que significa isso exatamente? A resposta a gente sempre soube: em busca do momento perfeito, da situação ideal, do quando acontecer isso ou aquilo, nós nos sabotamos. Isso mesmo. De tão preocupados com os "nãos" que podemos ganhar por aí, a gente não se permite dizer "sim".

Olha, a vida vai rir da sua cara muitas e muitas vezes ainda. E sempre existirá alguém para quem – não importa o que você faça ou o quanto se dedique – seu esforço nunca será suficiente. Se quer um conselho, no entanto: faça assim mesmo. Nada incomoda mais quem não faz nada do que alguém que realmente tenta fazer alguma coisa. Pode ser que não dê certo, claro. Mas que garantias a gente tem na vida?

Foi lendo um e-mail da Paula Abreu (se você ainda não conhece a Paula Abreu, faça um favor para si mesmo e acesse o site dela: www.escolhasuavida.com.br), que a ficha caiu de vez: eu não quero ser aquele tipo de gente que vive apertando o snooze interno. Não entendeu? Funciona mais ou menos assim: você tranca todas as portas, todas as janelas, deita, dorme e sonha. E a vida acontecendo lá fora.

Então acorda. Abre a janela. Mande cartas de amor. Deixa entrar. A felicidade, as oportunidades, todas as chances de fazer diferente, o sins que vêm pela frente, a vida, afinal.

"A hora de começar é agora. Os detalhes você vai acertando no caminho". É isso, Paula.





domingo, 23 de março de 2014

Pedaços que se vão.

Aí acontece um daqueles momentos que as lágrimas vem aos olhos, o coração fica apertado e a gente sente a coisa toda dando errado e escorrendo entre os dedos.
De fato a vida não é fácil em muitos e muitos momentos. As vezes os planos simplesmente não dão certo,  e vc se vê numa espécie de ponto zero novamente... lá vamos nós mudar os planos, a direção e a forma de viajar. Mas até reconhecermos isso, dói um pedaço.
O pedaço que se perdeu, ou vai se perder... quem não houve e nem vai haver.
Enfim... pelo menos quando falo "vida", vibra em mim a amplitude dela. Vibra em mim, quando fecho os olhos e esqueço o lado de fora, a busca pela serenidade no enfrentamento do momento, e eu sinto devagar a paciência me consolar.
Vou encontrando outro prisma.
Nada é por acaso.
A fé me sustenta e me faz olhar além de mim.
Não vai ser fácil. Mas eu sei que vou aprender algo com isso, no mínimo.
E meu coração sabe que eu tenho que ser é agradecida por tudo, porque sou abençoada. Sim, eu sou. :)
E no fim,  eu sei, tudo se explica.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Arregaçando as mangas.

“Ser, é ser percebido. E assim, para conhecer a si mesmo só é possível através dos olhos do outro. A natureza de nossas vidas imortais, está nas consequências de nossas palavras e ações, que vão, e estão se esforçando à todo instante..As vidas não são nossas. Desde o útero até ao túmulo, somos ligados a outra pessoa. No passado e no presente. E com cada crime, e cada boa ação, fazemos renascer o futuro.”

― Cloud Atlas 


Num mundo cedo e cheio de hipocrisia, arregaçar as mangas e agir se torna mais pesado do que qualquer coisa. Mas é preciso fazer acontecer pra se mudar essa realidade fajuta e vazia.

Que em 2014, arregacemos as mangas e ajamos.
Mudanças. De espírito. ;)

Happy New Year.